terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Para a flor

Lembro-me de que certa vez me enviaram uma mensagem sobre a  flor e o sentido que a envolvia, no entanto não sabia ao certo se era precisamente para mim ou se não se tratava daquelas mensagens impessoais que apertamos o botão e seguem para todos os contatos listados em nossos e-mails.

Fiquei pensativa e até contente com o que li. Quis até responder. Mas como podia não ser exatamente para mim, achei que nada havia de ser dito, apenas sentido. Na vida tenho visto  gente que só se preocupa em divulgar emoções aos quatro cantos e acaba esquecendo de vivê-las. Mas, assim como não se permitir senti-las não seja muito bom, talvez não dizê-las também não o seja.

Quem sabe nessa minha dúvida eu não tenha incorrido no erro de apenas sentir e deixar de dizer (como o fato de não ter respondido aquela mensagem)? Quem sabe até eu tenha julgado o remetente por só se preocupar em publicar seus supostos afetos, independetemente de experienciá-los ou estarem relacionados ao(s) destinatário(s)? Quem sabe ele não imagine que seu erro é o meu e o meu, o seu?  

Quem sabe, quem sabe, quem sabe...  

Ah! Os extremos, a incompreensão, a fuga de si mesmo, as suposições... Estas sim são facetas perigosas, para além do jeito de ser de cada ser.

Afinal, se não era para mim, por que senti tanta inquietude com o que li? Parece até que tenho estado à espera de um diálogo carregado de inteireza, com pessoa que pensa e que sente, aliás, comigo do jeito que sou, inclusive sem bloqueios para responder o que talvez não tenha sido entregue exatamente para mim. O que sei é que se a flor me afetou, é porque faz parte de mim de algum modo. Talvez seja por isso que esteja escrevendo agora, na tentativa de expressar algo que apenas tenho sentido.



Finalmente, de flor para flor, desejo que nos permitamos, vivamos plenamente, amemos incondicionalmente e (nos) perdoemos!



Feliz Ano Novo!

Com sinceros votos de felicidades,
A flor

Lidiane Araújo, 27/12/2011

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