sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Viver é sonhar


A vida não é fácil
Isto eu sei, minhas vivências precedentes me falaram
A vida não é tão difícil assim
Isto eu busco, ao olhar a luminosidade que surge do obscuro a me seguir

Para ser feliz, o que a vida nos diz?
Não esperemos nada, mas desejemos tudo!
Viver é sonhar


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Minha agenda sou eu


Nunca tive uma agenda que pudesse ser reconhecida como plenamente minha. Isto é estranho! Apesar disto, vejo que não sou a única que gasta dinheiro para comprar uma agenda para os outros. O pior não é o custo que se tem com esse objeto que desorganiza a própria vida para organizá-la em função dos compromissos alheios.
Além do gasto financeiro, quem tem posse deste objeto ainda segue cometendo outros erros: perder-se no tempo, perdendo tempo em arranjar tempo para os outros. Tudo bem, estar com o outro é muito bom, sobretudo quando se trata dos amigos ou familiares, quando o que mais gostamos de fazer é perder a noção do tempo, dada a alegria de se estar em boa companhia.
Mas enfim, fora as exceções atinentes à natureza subjetiva do tempo, perder tempo é algo realmente muito arriscado, embora seja uma prática corrente nos tempos atuais. Nossa, e como é fácil perdê-lo! Difícil é vê-lo escorregar entre os dedos e nem sequer vislumbrar suas idas e vindas com o crepúsculo, aurora ou alvorada. Pois é! Mas por que será que ainda existem algumas almas iluminadas que conseguem lidar com este objeto de nome tão estranho, que tem por função listar os objetivos que estão por se cumprir? É muito difícil lidar com esse troço que traça os nossos [des]caminhos. Será que ficar sem agenda resolveria o problema? Pensando bem, esta decisão só minimizaria o custo financeiro, pois a pessoa seguiria se empatando com ocupações alheias, sem tomar nota (ou consciência) destas. Mas rapaz, que coisa difícil!
Então, se não há saída, a solução deve estar no problema: o compromisso sobre o qual se faz referência na agenda. Se for isto mesmo, o compromisso deve ser substituído pelo não compromisso, ou melhor, pelo compromisso de ter cuidado prioritário consigo mesma. Pronto, resolvido! Se a agenda é minha, meu compromisso sou eu [e com os outros por consequência]. E você? Já passou a sua agenda em retrospecto? Ela é mesmo sua?