No decurso da minha estrada, foram extraviados os meus sonhos. Não tive força para segurá-los. Presumi que eles não pudessem ser completamente meus. Roubaram-nos de mim porque me faltaram forças para agarrá-los.
E como uma leoa que protege seus filhotes... forte, então, voltei para resgatá-los. Chegando lá, sobraram-me apenas as suas carcaças. Foram devorados... todos!
Ainda assim, seus restos mortais me inspiraram a construir novas lembranças para vivê-las em minhas novas configurações. Configurações que só uma mãe experiencia quando de uma perda querida e, ainda assim, forte sobrevive para sentir pulsar nas veias o desejo de sonhar outra vez.

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