quarta-feira, 20 de abril de 2011

A arte do encontro


Foto: arquivo pessoal


Honra-me respeitar e aceitar incondicionalmente o sentido da experiência existencial da pessoa ao meu lado. A cada encontro terapêutico, experimento a leveza que só o peso ou a importância de estar inteiramente com o outro é capaz de me oferecer. 

Reconhecer o ser em cada pedacinho que o compõe torna indispensável o reconhecimento de minhas próprias nuances. Ou seria o inverso dessa relação? Aceitando-me do jeito que sou, facilito os encontros e o acolhimento dos seres que buscam minhas mãos para com elas se entrelaçarem? Não sei ao certo como este movimento se circunscreve. 
O que me resta apenas é a certeza do sentido que o vivido me traz e isto me basta. Por buscar a inteireza na relação, a escuta torna-se profícua e o encontro, profundo e genuíno. Como é bom estar viva e enxergar vidas em movimento!

Lidiane Araújo, 19/04/2011, às 23h19min.

Um comentário:

  1. adorei lili, seu vicío em ser fã de pouca vogal, sua experiencia terapeutica e sua pessoa dão lindos frutos!

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